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devias saber que o nevoeiro - não cicatriza.
quando a voz não dilata
e abriga o declínio ao silêncio
é como ter aves por todo o corpo
da palavra vagabunda
presa a um código tão lúcido
tão lúcido...
que chega a ser o caos
absurdos gritos-nus.
e deixa que te diga:
a intuição corrente cegueira da mão
- exílio de línguas - destra, arredia ao sonho
ao lamento a dormência
até o pulso ofegar
sem mendigar
ao céu
a cumplicidade antiga
que segura a voz contra luz.
E mais um belo poema, Luís! Parabéns.
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