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17.7.11
Esperança, A Alvorada Rubra
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30.5.11
Convite ao Movimento!
Quem?
Israel Araujo da Silva é paulistano de 1993. É estudante, ativista, poeta, escritor, compositor, aprendiz das artes e da filosofia. É jovem, como tudo que há de novo num mundo tão rápido e prematuro. De sua juventude nasce a dúvida, a incerteza, o frenesi do pensamento e das aspirações futuras. De sua história de vida nasce a dor, o descontentamento para com o mundo como ele está, a força revolutiva de quem viu de perto a opressão do crime e da pobreza. Proveniente de família humilde, sua história é repleta de acidentes. "Lembro das enchentes que levavam barracos, da água-barro que sepultava a pobreza daquele lugar. A cocaína das bocas de tráfico dissolvia-se na chuva. Os móveis flutuvam...", diz ele, lembrando-se de um período sinistro de sua vida. Sempre curioso, começou a demonstrar seu talento aos oito anos de idade, devido à um "protoamor", como ele mesmo afirma. "Entre as brigas com minha avó, eu pensava numa garotinha. Escrevia", diz. Mas por muito tempo não levou à sério a atividade, até que completou 16 anos de idade, quando decidiu levar à cabo o projeto de seu primeiro livro, intitulado Pensassonhos. O livro, segundo o autor, é marcado de "uma incerteza instigante, a própria condição adolescente, uma busca didática para a compreensão de temas como o amor, a condição humana, a violência, a memória, o tempo, o vazio, a guerra..." e tantos outros. O autor não só desfruta de uma pluralidade temática / técnica / textual. De fato, o desejo do jovem é ser multifacetado como o multiverso, extender seus horizontes além das fronteiras, das especializações. "Sei o que quero", diz ele, "vou estudar filosofia e pretendo ser um multiartista pensador". Assim segue Israel Silva, inseparável de sua adolescência, trabalhando em outras obras. "Estou trabalhando em outro livro, Extramundo, que apresentará uma poesia muito mais experimentalista e madura; também estou trabalhando em composições para meu primeiro CD demo, e tenho outros projetos em fotografia, teatro, artes plásticas e projetos filosóficos. Acho que não devo ser rotulado ainda: pretendo ser amplo, pretendo surpreender muito em breve."
Uma nova revelação literária
Novo na cena das artes, o jovem considera-se um "náufrago de primeiro mar" experimental. Deste jovem nasce uma poesia sistêmica, livre, sem barreiras temporais ou textuais, um fluxo de pensamento e de sonho que experimenta o romântico e o contemporâneo. Em textos transmodernos, mostra-se a vida como uma constante experimentação em busca de alguma verdade, passeando com as palavras entre temas diversos, desde o amor, a arte e o tempo, até a liberdade, a alienação da sociedade, a corrupção do ser humano. Tudo isto está imerso numa estética propositalmente jovem e ingênua, tornando a sua poesia humanista num instrumento didático.
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23.5.11
Indeciso e Irresoluto
[Sobre as escolhas e a impotência humana mediante as forças da vida, com ênfase nas dificuldades da juventude].
...
Tantos caminhos labirínticos... Cuidado, o minotauro!
Ah, tantos labirintos caminhos... Tantos túneis, cavoucados por tatus cegos. São tantas cavernas à esquerda, à direita, pra cima, pra baixo... Bem, que são caminhos, bem ou mal isso se sabe. Não se sabe se são certos, incertos ou errados.
Aonde irei? Qual o caminho que devo escolher? Devo escolher, aliás? São tantas aleias, digo... E agora? Tantas flores no caminho. Devo parar e observá-las ou continuar seguindo o fluxo?
O agora. O pós...
Queria poder ser muitos, me fragmentar em pequenas partes úteis de um só. Queria ter mais tempo para saber o que quero. Queria multiplicar, ou a mim ou ao tempo ou a ambos. Assim poderia aprender tudo que eu gostaria de aprender, poderia ser tudo que eu quisesse ser.
Afinal...
São tantas horas e minutos, e são tão poucas... São tantos grãos de areia na ampulheta, mas os mesmos são tão pequenos...
____________________________________
Segunda parte: http://pensassonhos.blogspot.com/2011/05/indeciso-e-irresoluto.html
Por Israel Silva, texto in "Pensassonhos".
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Tantos caminhos labirínticos... Cuidado, o minotauro!
Ah, tantos labirintos caminhos... Tantos túneis, cavoucados por tatus cegos. São tantas cavernas à esquerda, à direita, pra cima, pra baixo... Bem, que são caminhos, bem ou mal isso se sabe. Não se sabe se são certos, incertos ou errados.
Aonde irei? Qual o caminho que devo escolher? Devo escolher, aliás? São tantas aleias, digo... E agora? Tantas flores no caminho. Devo parar e observá-las ou continuar seguindo o fluxo?
O agora. O pós...
Queria poder ser muitos, me fragmentar em pequenas partes úteis de um só. Queria ter mais tempo para saber o que quero. Queria multiplicar, ou a mim ou ao tempo ou a ambos. Assim poderia aprender tudo que eu gostaria de aprender, poderia ser tudo que eu quisesse ser.
Afinal...
São tantas horas e minutos, e são tão poucas... São tantos grãos de areia na ampulheta, mas os mesmos são tão pequenos...
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Segunda parte: http://pensassonhos.blogspot.com/2011/05/indeciso-e-irresoluto.html
Por Israel Silva, texto in "Pensassonhos".
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