2.1.10




















ha dias que entro na corrente das aves
atiro peixes ao pensamento
e procuro o fundo sem fundo
a tua luz

fixo pontes no amanhã
crio a palavra navegável
tranço a corda da saudade
no vincar do tempo
aproximo horizontes

entretanto...
se eu soprasse os telhados
com as asas enfurecidas
tu, sombra minha
encostaria a geografia

a janela da linguagem?
ramificaria as sílabas ao vento?
abriria a boca no cair da lembrança?

desfaz os nódulos dos olhos...
e devolva-me os passos

1 comentário:

  1. boa tarde!
    belíssimo poema!
    é uma estrada que principia.

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